segunda-feira, 11 de julho de 2011

Diocese de Campina Grande apresenta propostas sobre melhorias para o meio ambiente


Foram apresentadas propostas e reivindicações sobre questões relacionadas o meio ambiente levantadas pela diocese de Campina Grande (PB). Estas propostas e reivindicações surgiram de um seminário sobre a Campanha da Fraternidade 2011, promovido pela diocese, em abril deste ano, que reuniu autoridades políticas, agentes de pastorais, cooperativas e lideranças comunitárias.
A equipe diocesana da Campanha da Fraternidade, acompanhada da coordenadora, Maria José de Melo, ficou responsável pela apresentação das propostas e reivindicações, que foi feita pela doutora em Meio Ambiente, Mônica Maria Pereira. Ela detalhou, entre outras coisas, os problemas que envolvem o lixão, o esgotamento sanitário e o déficit de árvores da cidade.
“Nós, enquanto Igreja, temos o interesse e a consciência de podermos ser uma voz que suscita à sociedade momentos de consciência, de conhecimento de compromissos com estas causas que dizem respeito à vida de todos”, destacou o bispo diocesano, .
Nas considerações finais da Sessão, os vereadores presentes afirmaram o compromisso de estudar as propostas apresentadas.
Fonte: CNBB

Bíblia e a Pastoral


A missão da Igreja tem seu fundamento na Palavra de Deus, contida na Sagrada Escritura. Isto não é um fato de hoje, mas vem desde sua origem. Vem das Palavras de Jesus e dos Apóstolos, passando pelos Padres da Igreja, fazendo parte essencial da História da Salvação em todos os tempos.

As nossas pastorais se tornam infecundas quando o anúncio não é a Pessoa de Jesus Cristo, isto é, anúncio de sua Palavra, de seu ensinamento e de sua própria vida. Aí encontramos as motivações para desenvolver o tema “Eucaristia e Missão”. A Palavra prepara a comunidade para vivenciar o Cristo Eucarístico.
Historicamente, estamos evidenciando uma passagem de momentos fortes em nossa atuação pastoral. Sequencialmente, a Igreja deu ênfase ao dado teológico, doutrinal e estruturada em princípios bem sólidos, que conseguiu influenciar a cultura milenar, ultrapassando os rincões da Idade Média.
Houve um salto para um Momento mais antropológico, voltando a atenção para a razão humana, tendo em vista a prática concreta da fé. Talvez pudéssemos chamar a isto de Idade Moderna, não só com o dado da fé e da Palavra de Deus, mas também com a capacidade racional da pessoa humana.
Agora se fala num aspecto cosmológico, mais globalizante, identificado como Idade Ecológica. É o que caracterizamos de Pós-Modernidade, de acento no indivíduo, mas relacionado com o todo ecológico. Mesmo com a evidência individualista, temos que nos dar conta de que tudo está concatenado, formando um todo existencial.
Podemos chamar a realidade atual de “capacidade quântica”, de somatório matemático, onde tudo está relacionado com tudo. É neste meio que a nossa ação pastoral deve transitar. Creio que a Palavra de Deus seja o grande referencial de unidade e de caminho que deve ser percorrido com segurança.
Todas as pastorais são convocadas para um olhar clínico de si mesmas. As transformações na sociedade são gritantes, que atingem a ação da Igreja. O momento exige mobilidade, nova animação e superação do comodismo. É necessário entender as propostas da nova cultura para evangelizar com bons resultados.

Dom Paulo Mendes Peixoto

Bispo de São José do Rio Preto - SP

Credo ecumênico da juventude Brasileira


Cremos no Deus, criador e solidário
Cremos em Jesus Cristo, amor que se fez gente
Cremos no Espírito Santo, sopro de vida e criatividade
Cremos na juventude
Cremos na coragem da juventude de mudar o mundo
Cremos no poder da indignação e no engajamento da juventude
Cremos na arte de viver da fé
Cremos na esperança, na alegria e na beleza de sonhar
Cremos na força e na felicidade do amor
Cremos na solidariedade ecumênica e na sua força renovadora da sociedade
Cremos no serviço a favor da vida e no amor ao próximo
Cremos no direito de todas as pessoas à cidadania
Cremos na luta apaixonada pelo direito à vida abundante
Cremos que agora e sempre é o momento de agir
Cremos na unidade
Cremos na diversidade
Cremos na justiça
Cremos na paz
Cremos que o nosso Brasil tem jeito!

Mártir da semana : Margarida Alves



“É melhor morrer na luta do que morrer de fome”

Este lema cunhado por Margarida Maria Alves em seu último discurso antes de ser morta, expressa e explica a motivação para a luta do trabalhador rural brasileiro que optou pela resistência ao latifúndio e à exploração do trabalho. Assim ela viveu, lutou e morreu assassinada a mando de um latifundiário.
Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande (PB), foi covardemente alvejada no rosto no dia 12 de agosto de 1983, em frente à sua casa e ao lado de seu filho, por ordem de José Buarque de Gusmão Neto, usineiro de Alagoa Grande, detentor de grande poder político e econômico no estado e, inclusive, no Colégio Eleitoral que elegia o Presidente da República na época da Ditadura Militar. Julgado somente 18 anos depois do homicídio, o usineiro e chefe político paraibano foi absolvido em junho de 2001 de seu covarde, hediondo e notório crime; mais um dos que seguem impunes entre os milhares perpetrados direta ou indiretamente pelos poderosos.
Na sua trajetória militante, Margarida Maria Alves se destacou sobremaneira na luta pelos direitos trabalhistas dos trabalhadores rurais de Alagoa Grande e do Brejo Paraibano, incentivando-os a fazer valer de fato o que lhes era negado pelos donos do poder econômico e político na região. À época, como resultado de sua liderança, foram movidas setenta e três reclamações trabalhistas contra engenhos e contra a Usina Tanques, de propriedade do mandante de seu assassínio, o que, em pleno período ditatorial, produziu uma grande repercussão e atraiu sobre si o ódio dos latifundiários locais que passaram a ameaçá-la e a tentar intimidá-la. Margarida, além de se não deixar abater por essas ameaças e intimidações, tornava-as públicas e fazia questão de respondê-las.
Margarida Maria Alves, nome de flor mas fibra de aço, mulher sertaneja, trabalhadora rural e líder sindical, morreu na luta, mas de fome a classe dominante não a matou.
Em sua homenagem, é realizada todos os anos no mês de agosto a Marcha das Margaridas que reúne milhares de trabalhadoras rurais.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Disse também Deus:

Produza a terra seres vivos de diferentes espécies:animais domésticos,animais rasteiros,e animais selvagens de diferentes espécies.E assim foi feito.E Deus fez as diferentes espécies de animais selvagens,de animais domésticos e de animais rasteiros da terra.E Deus viu que assim era bom.Por fim Deus disse:Façamos o Homem a nossa imagem,como nossa semelhança. Domine ele sobre os peixes do mar,sobre as aves do céu,sobre os animais domésticos,todos os animais selvagens e todos os répteis que rastejam sobre a terra.E Deus criou o Homem á sua imagem;á imagem de Deus criou;homem e mulher ele os criou(gênese) . Temos que entender que o próprio Deus na criação já quis que o mundo fosse repleto de espécies diferentes,e que o ser humano fosse sua imagem e semelhança ,e que houvesse harmonia em tudo que ele tinha criado  pensem em seus defeitos e pensem que mesmo cada um de vocês sabendo o quanto estes defeitos lhes incomodam vocês conseguem sobreviver com ele,e  que com isso cada um de vocês respeitem compreendam e aceitem os defeitos dos outros,porque é somente assim,aceitando,e acima de tudo respeitando o que tem no outro,que não nos agrada que conseguiremos conviver em harmonia,como Deus quis que fosse,que renasçam novos homens e novas mulheres capazes de superar as diferenças entre si,e fazerem no fim prevalecer o amor de irmão,que é o que todos nós somos perante o olhar de Deus,somente isso,irmãos,nem melhores nem piores uns que os outros,somente irmão,somente iguais,somente frutos do amor divino que é maior,muito maior que qualquer defeito humano.
 

(Endyra)

Um dia você aprende que...

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança.
E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas.
E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam...
E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la, por isso.

Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destrui-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você é na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.
Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que você mesmo pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.
Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.
Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou.
Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.
E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!
Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar

Willian Shakespeare

Um Tempo...

Os tempos se impõem aos humano.
Tudo tem a sua hora,cada empreendimento tem o seu tempo debaixo do céu
Um tempo para nascer
Um tempo para morrer
Um tempo para plantar
Um tempo para arrancar o plantado
Um tempo para matar
Um tempo para curar
Um tempo para destruir
Um tempo para edificar
Um tempo para chorar
Um tempo para rir
Um tempo para lamentar
Um tempo para dançar
Um tempo para espalhar pedras
Um tempo para ajuntá-las
Um tempo para abraçar
Um tempo para abster-se de abraços
Um tempo para procurar
Um tempo para perder
Um tempo para guardar
Um tempo para jogar fora
Um tempo para rasgar
Um tempo para costurar
Um tempo para calar
Um tempo para falar
Um tempo para amar
Um tempo para a guerra
Um tempo para a paz.
(Eclesiastes 3.1,8)

A águia e a galinha: uma metáfora da condição humana

Era uma vez um camponês que foi a floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo em sua casa. Conseguiu pegar um filhote de águia. Coloco-o no galinheiro junto com as galinhas. Comia milho e ração própria para galinhas. Embora a águia fosse o rei/rainha de todos os pássaros. 
Depois de cinco anos, este homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista: - Esse pássaro aí não é galinha?! É uma águia!
De fato – disse o camponês. É águia! Mas eu criei como galinha. Ela não é mas uma águia. Transformou-se em galinha como as outras, apesar das asas de quase três metros de extensão. Não, retrucou o naturalista. Ela é e será sempre uma águia. Pois tem um coração de águia. Este coração a fará um dia voar ás alturas.
- Não, não – insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia.
Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e desafiando-a disse: - já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não a terra, então abra suas asas e voe!
A águia pousou sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas. O camponês comentou: - Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!
Não – tornou a insistir o naturalista. Ela é uma águia. E uma águia será sempre uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã...
No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa. Sussurrou-lhe:
- Águia, já que você é uma águia, abra as suas asas e voe! Mas quando a águia viu lá embaixo as galinhas, ciscando o chão, pulou e foi para junto delas.
O camponês sorriu e voltou à carga: - Eu lhe havia dito, ela virou galinha! - Não – respondeu firmemente o naturalista. Ela é águia, possuirá sempre um coração de águia.
Vamos experimentar ainda uma ultima vez. Amanhã a farei voar...
No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram para fora da cidade, longe das casas dos homens, no alto de uma montanha. O sol nascente dourava os picos das montanhas. O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:
- Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe! A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse nova vida. Mas não voou.
Então o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte. Nesse momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou com o típico kau-kau das águias e ergueu-se, soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez mais para o alto. Voou... voou... até confundir-se com o azul do firmamento...
E Aggrey terminou conclamando:
- Irmãos e irmãs, meus compatriotas! Nós fomos criados à imagem e semelhança de Deus!
Mas houve pessoas que nos fizeram pensar como galinhas. E muitos de nós ainda acham que somos efetivamente galinhas. Mas nós somos águias. Por isso, companheiros e companheiras, abramos as asas e voemo . Voemos como as águias. Jamais nos contentemos com os grãos que nos jogarem aos pés para ciscar.Autor: Leonardo Boff

O jovem e a fé

J. B. Libanio
Jornal de Opinião – fevereiro 2011  
                   Situação bem paradoxal. Os jovens sentem dificuldade em face das instituições. As Igrejas, enquanto tais, com normas, regras, doutrinas, prescrições, moral vinculante não os atraem. Pelo contrário eles se posicionam criticamente diante delas como tendência geral. No entanto, há grupos aguerridos que as defendem com unhas e dentes. Primeiro paradoxo.
                   Ao lado da repulsa à religião, como organização, alastra-se, porém, entre eles a busca de experiências religiosas diversificadas, estranhas, exóticas, não raro conjugadas com alucinógenos. Pouca religião e muita religiosidade. Que significa isso? E que diz a fé sobre os dois paradoxos?
                   Eles respondem bem à pós-modernidade. Ela anuncia o fim das grandes narrativas. Os projetos maiores, que orientaram toda a vida da sociedade, como foi a religião cristã durante séculos no Ocidente e o socialismo nos países do Leste por décadas, estão a perder força junto à nova geração, marcada pela midiática.
                   Em seu lugar, entram as pequenas narrativas que se difundem por meio de experiências grupais, entre elas as religiosas. Estas crescem e se veem povoadas por freqüentadores da classe juvenil. As pequenas narrativas permitem maior rotatividade. Ora os jovens se alimentam de uma, ora de outra. Como alguém comentou ironicamente: elas se assemelham a ônibus circular, sempre cheio, mas não com as mesmas pessoas. Umas descem, outras sobem.
                   A fé situa-se respeito a esse fenômeno de decréscimo da religião e de ascensão da religiosidade de maneira crítica. Ela interpreta a ambas as realidades a partir, em última análise, da pessoa de Jesus. Ele deslocou para a práxis da caridade, especialmente em relação aos pobres, o sentido maior da relação com Deus.
                   Tanto a religião com a complexa estrutura de organizar a vida quanto a religiosidade com a capacidade insinuante de penetrar a subjetividade caem sob o juízo da fé. Ela testa as duas a partir do duplo sermão de Jesus: escatológico (Mt 25, 31-40) e da Montanha (Mt 5, 3-11). Até onde a religião e a religiosidade ajudaram os fieis a saciarem os famintos e os sedentos, a acolherem os forasteiros, a vestirem os nus, a visitarem os doentes e encarcerados? A fé interpela o cristão nessa direção porque ela reconhece em todos eles a pessoa de Jesus.
                   Até onde a religião e a religiosidade forjaram as pessoas simples, pobres de espírito, que não se preocupam com o amanhã, famintas e sedentas de justiça, misericordiosas, puras de coração, construtoras da paz, que suportam a perseguição pelo Reino de Deus? A fé proclama o sermão da montanha como portal de ingresso. Não se entra nela sem escutar e praticar tal pregação de Jesus.
                   Não raro acontece que os jovens se identificam com esses dois clássicos sermões de Jesus. Então absorveram o melhor da fé cristã, mesmo que sintam dificuldades em face de elementos da religião cristã e vivam religiosidade peregrina. A pedra de toque da fé chama-se serviço ao irmão, encontrar a Deus neles e especialmente naqueles que a sociedade exclui.

a matéria que calou o mundo

Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos,o ex-governador do DF, ex-ministro da educação e atual senador CRISTÓVAM BUARQUE, foi questionado
sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia.

O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um brasileiro.
Esta foi a resposta do Sr.Cristóvam Buarque:
"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso."Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade."Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro.O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço.""Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser
internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país.
Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação."Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França.Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e instruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês,decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado."Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York,como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro."Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maiores do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.
"Defendo a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola.Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro."Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo.Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa!

CONQUISTA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DA ZONA LESTE

Participe da Celebração da Vitória da
“
Universidade Federal na Zona Leste” 
Ligue para o Prefeito Gilberto Kassab e convide para estar presente dia 10 de Julho,  e assim assinar a COMPRA DEFINITIVA DO TERRENO: 3113.8000
Dia: 10 de Julho de 2011, Domingo.
Horário: 9,30 horas da Manhã: “CELEBRAÇÃO DA VITÓRIA”
Local: Na Avenida Paranguá, Centro de Ermelino Matarazzo, 7194.4426.
**  Participe da 20ª. Festa das Nações do Lar Vicentino nos dias 9 e 10 de Julho na Avenida
       Paranaguá, centro de Ermelino Matarazo: 7194.4426. É a Festa mais bela da Zona Leste.
Quais os Cursos que você propõe para a UNIVERSIDADE FEDERAL DA ZONA LESTE? Indique duas sugestões e traga dia 10 de Julho, Domingo, às 9,30 horas, na Celebração da Vitória; OU envie para: vozdacomunidade@uol.com.br
1.......................................................................
2.......................................................................
Informações: Jornal Voz da Comunidade, Luis 7194.4426. Fale com as Lideranças do Movimento da Universidade Federal do seu Bairro. A luta é de todos/as. A vitória será de todos/as. Participe

terça-feira, 5 de julho de 2011

Síntese da 30ª Assembléia da Pastoral da Juventude do Regional Sul 1

Para se entender o que foi a  30ª ARPJ precisamos entender como funciona a organicidade e estrutura da PJ no Sul 1


A PJ é uma pastoral orgânica (não anda sozinha).é transformadora, pensada a partir  de uma nova prática da igreja, inserida na pastoral  de  conjunto e  em comunhão com as diretrizes da ação pastoral e evangelizadora da igreja, organizada em diversos níveis(comunidade, diocese, regional, nacional), para responder aos desafios da juventude.

O Regional Sul 1 da CNBB, que é o Estado de São Paulo, é dividido em oito sub-regiões, cada uma com um numero especifico de Dioceses. Vejamos:


Sub-região Aparecida:  Aparecida, Caraguatatuba, Lorena, São José dos Campos e Tabuaté.

Sub-região Botucatu: Araçatuba, Assis, Bauru, Botucatu, Lins, Marília, Ourinhos e Presidente Prudente.

Sub-região Campinas: Amparo, Bragança Paulista, Campinas, Limeira, Piracicaba e São Carlos.


Sub-região RP I (Ribeirão Preto I) Franca, Jaboticabal, Ribeirão Preto e São João da Boa Vista.


Sub-região RP II (Ribeirão Preto II) Barretos, Cantaduva, Jales e Rio Preto.

 Sub-região SP I ( São Paulo I)  Belém, Brasilândia, Ipiranga, Lapa, Santana e Sé.


Sub-região SP II ( São Paulo II)  Campo Limpo, Guarulhos, Mogi das Cruzes, Osasco, Santo Amaro, Santo André, Santos e São Miguel Paulista.

Sub região Sorocaba: Itapetininga, Itapeva, Jundiaí, Registro e Sorocaba.


No Regional Sul 1, a PJ está organizada em todas as esferas. Possui coordenação regional, coordenações sub-regionais, diocesanas, paroquiais e comunitárias.

A CRPJ (Coordenação Regional da Pastoral da Juventude) é órgão representativo e permanente da PJ no Regional. A CRPJ é constituída por:



a) um/a representante de cada sub-região - é o agente que esta a serviço da PJ e ajuda
em seu fortalecimento, o/a representante tem a missão de ser o elo entre a sub-região
e a CRPJ. A representação é uma mão de via dupla, por um lado representa sua base
(Grupo/Diocese/Sub) carregando consigo as características e desafios locais, por outro
lado, junto aos representantes dos demais sub’s forma a Coordenação Regional que articula e soma as forças de todos os grupos representados.

b) um/a Representante Regional (Coordenação Nacional) - é a referência do nosso
Regional na CNPJ (Coordenação Nacional da PJ) e, hoje, representa e articula a CRPJ em todas as atividades do Regional Sul 1 e nos demais momentos em que o Regional
necessitar ser representando;
Cargo agora ocupado pelo Julio da diocese de Bragança Paulista (Êxodos) para os próximos 3 anos.

c) um/a secretário/a articulador/a – já foi a referência do Regional, junto com o/a
representante Regional. Na 27ª Assembléia Regional da PJ optou-se que este papel de
referência seria acumulado pelo Representante Regional. E o papel de secretaria das
reuniões seria dividido entre os membros da CRPJ. Até a 27ª Assembléia Regional da PJ, ele/a proporcionava o intercâmbio na comunicação junto às demais Pastorais e
movimentos, respondendo pela articulação da equipe e pelo registro histórico do
Regional junto a toda equipe.


d) um bispo que acompanha a PJ no Regional - compete à Comissão Episcopal do
Regional Sul 1 – CNBB, designar o bispo responsável que acompanhará a Pastoral da
Juventude no Regional.

e) Comissão Regional de Assessores/as (CRA) - é formada de acordo com a realidade
regional, tendo, se possível, um/a liberado/a ou semiliberado/a como referência do
Regional. A equipe deve ser luz para a coordenação regional, auxiliando, formando e
acompanhando a coordenação de forma efetiva, afetiva e eficaz.

f) Tesoureiro – Tem a missão de gestar os recursos financeiros da CRPJ, a elaboração e
apresentação dos projetos financeiros, a liberação de verba para as atividades e uma
prestação de contas clara e objetiva para toda a CRPJ.


A Coordenação Regional se reúne bimestralmente de maneira rotativa, buscando passar
por todas as Sub-Regiões do Regional, valorizando os espaços de discussão e vivência junto aos jovens das sub-regiões.
Em cada triênio há uma intercalação de atividades por ano. No primeiro ano realiza-se a
Assembléia Regional, no segundo ano Encontro Regional, e por fim a Ampliada Regional.


• Assembléia Regional: momento de celebração, planejamento, avaliação partilha das
experiências das dioceses e sub-regiões que compõem o regional Sul 1;
• Encontro Regional da PJ: tem o caráter de promover o encontro entre os jovens dos
grupos de base de todo o Estado de São Paulo, promovendo a troca de experiências,
formação e uma forte experiência da espiritualidade pastoral;
• Ampliada Regional: voltada a avaliar e repensar a caminhada nos últimos anos, é momento de rever nossos rumos e ações tomadas a partir da ultima assembléia, buscando levantar caminhos e de firmar nossas ações e opções pela causa da juventude.


_ ERADI – Encontro Regional de Assessores Diocesanos da PJ – voltado diretamente aos assessores de juventude, visando um momento de encontro, troca de experiências e
formação dos “cuidadores” das diversas instancias da PJ;
_ Romaria – Encontra-se em sua 17ª edição; é momento de encontro de toda a Juventude do regional junto a Mãe Mariama, fazendo memória de história celebrando sua fé e vivência cristã.
_ Retiro – Direcionado à Coordenação Regional, busca um momento para rezar todo seu trabalho e “parar” para vivenciar um momento intenso de espiritualidade pastoral sobre todo o planejamento e objetivos.

Com tudo podemos dizer que “O grande objetivo é despertar os(as) jovens para a pessoa e a proposta de Jesus Cristo, desenvolvendo com eles(as) um processo global de formação, baseado
na fé a fim de formar lideres capacitados(as) para agirem na comunidade, na própria Pastoral da
Juventude e em outros ministérios da Igreja, nos diferentes meios, como: escolas, universidades,
zonas rurais, entre outros; comprometidos(as) com a Libertação Integral da pessoa e da
sociedade, levando uma vida em comunhão e participação.” - Marco Referencial da Pastoral da Juventude. Estudos da CNBB, n. 73.



PROJETOS NACIONAIS

A cada três anos, jovens pejoteiros(as) e assessores(as) de todo o Brasil se reúnem para
olhar para a caminhada da PJ no país, avaliá-la e repensá-la. Em janeiro de 2011, olhando para a realidade trazida e apresentada pelos delegados (as) das dioceses de todo o país, a Pastoral da Juventude reafirmou sua opção pela vivência dos Projetos Nacionais. Realizada em Imperatriz, no Maranhão, a última Ampliada Nacional confirmou a continuidade dos cinco projetos já existentes e reconheceu a necessidade da criação de um novo projeto, todos visando colaborar na transformação da realidade em que nós jovens estamos inseridos.

“AJURI”
O Projeto “AJURI” tem como objetivo promover o conhecimento e integração com a
diversidade cultural de nosso país, bem como contribuir na afirmação da identidade cultural e social dos/as jovens indígenas, quilombolas, ribeirinhos e rurais, e a construção de uma pedagogia que respeite estas realidades. É urgente o conhecimento e a valorização da imensa diversidade do bioma brasileiro: a Amazônia, a Caatinga, o Cerrado, o Pantanal, os Pampas.



“A JUVENTUDE QUER VIVER”

“A JUVENTUDE QUER VIVER” traz à luz as realidades sofridas pelos/as jovens, tais como: genocídio, violência, prostituição, drogas... Para que possamos afirmar que a juventude, inserida em suas diversas realidades tem direito e busca a vida digna e plena. Tem como objetivo gerar reflexões sobre a temática que envolva a defesa da vida da juventude, através de subsídios e campanhas, buscando gerar a participação da juventude em espaços de participação pública e proposições políticas públicas de juventude e do controle social.

“CAMINHOS DA ESPERANÇA”

No Projeto “Caminhos da Esperança”, propomos respostas à ausência de assessores/as e lideranças que contribuam para um planejamento que concretize e acompanhe a vivência de um processo de educação na fé. Um objetivo é a sistematização das experiências de formações para a troca entre as lideranças das diversas dioceses do país.

“MÍSTICA E CONSTRUÇÃO”

Este projeto tem como foco a espiritualidade da nossa pastoral, buscando um trabalho de articulação entre lideranças que se identifiquem com a temática e também buscando a capacitação. O Projeto investe no uso do Ofício Divino da Juventude como também nas escolas bíblicas e litúrgicas para jovem.
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“TEIAS DA COMUNICAÇÃO”

O projeto “Teias da Comunicação” tem como proposta criar uma rede de produção, difusão de idéias e informações entre as diversas instâncias, sendo um canal democrático e criativo para fortalecer a caminhada da Pastoral da Juventude na sua relação com a sociedade, entidades e pessoas (ligadas ou não à PJ) de acordo com o objetivo geral da Pastoral da Juventude, tendo em vista um novo homem e uma nova mulher.

“TECENDO RELAÇÕES”

Este é o mais novo Projeto Nacional, lançado recentemente na Ampliada Nacional da PJ de Imperatriz – MA, e tem como objetivo contribuir com uma reflexão madura e aprofundada sobre as questões da sexualidade, afetividade, gênero e corporeidade.

PERGUNTAS E RESPOSTAS COLOCADAS

Foram colocadas em questão na assembléia, as seguintes questões:

As luzes da sub-região: Quais foram os avanços na articulação juvenil, no diálogo, nas parcerias, nos projetos se formos comparar hoje com a realidade de três anos atrás?
Que sinais podemos mostrar que indiquem que a vida da juventude é valorizada?


Resposta do Sub Regional SP II

-  Existência de trabalhos realizados nas paróquias e em algumas dioceses
-  Articulação de algumas dioceses
-  Desenvolvimento dos Projetos Nacionais
-  Formação através do CDL (presentes em todas as sub-regiões)
-  Projeto Eu sou mais 7X7 (Ruah e Êxodos)


 As sombras da sub-região: Quais são as dificuldades encontradas? Onde é que a vida da juventude é ameaçada ou atingida? Onde a articulação peca? Que problemas nós encontramos? Quais os gritos da juventude da sua localidade?


Resposta do Sub-Regional SP II

-  Articulação do sub-regional SP II
-  Desarticulação das Dioceses de São Miguel Paulista e de Campo Limpo
-  Falta de dialogo com o clero
-  Setor Juventude


 As cores da sub-região: O que é que fazemos e que dá muito certo? O que pode servir de exemplo? Uma ação concreta para ser feita



Resposta do Sub Regional SP II

-  Reunião marcada para a rearticulação do SP II (Dia 27 de Agosto, sábado, as  10:00 ás 14:00 Local: Paróquia São José - próximo ao centro de Guarulhos

-  Identificar o SP II  na 17ª Romaria com um adereço camiseta ou bandana(provavelmente a bandana por falta de tempo hábil e questão orçamentária)
 -  Ajuda do Sub, na rearticulação nas Diocese de Campo Limpo e de São Miguel.
 -  Dialogo Com o Setor Juventude
 - Indicação para os próxima edição do Eu sou mais 7 X 7



  Pontos a destacar para ser aplicado na Pastoral da Juventude de Ermelino Matarazzo

-  Organização com o tempo
-  Tempo para parar e refletir os nossos projetos e a vida como Pastoral
-  Participação de todos como protagonistas de todas as decisões
-  Tomar a decisão em grupo e não somente uma ou duas pessoas
-  Realizar planejamento antecipado de todas as atividades desenvolvidas


-  Formação de  uma coordenação eleita, com tempo de serviço de  três anos e com os seguintes cargos:

>  Dois Coordenadores
> Secretario
> Tesoureiro
> Responsável pela manutenção do blog e redes sociais
> Outros cargos que julgarem necessários



CALENDARIO PJ SUL 1

2011

7 de agosto – 17ª Romaria  da Juventude
Tema: Maria , mulher que gera a vida e libertação
Lema: “Juventude, vida gerada no seio da terra”.

30 de Novembro – DNJ
TEMA: Juventude e protagonismo feminino
LEMA: Jovens mulheres tecendo relações de vida.

2012

-  ENPJ (janeiro)
-  III ERPJ(agosto)
-  Ato de encerramento da Campanha Da Luta contra a violência e Extermínio de Jovens!

2013

-Ampliada
-  CF da Juventude
-  JMJ Brasil
- 40 anos Pj sul 1




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